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Um de Nós Tem Que Morrer! Por Devana Babu,de Brasília-DF

Posted: segunda-feira, 30 de agosto de 2010 by Som da Tribo in Marcadores:
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“Um de nós tem que morrer!”

Até hoje, as palavras ecoam na minha mente. Foram pronunciadas pelo João Rotto, naqueles dias tão estranhos, tão comuns naqueles anos.
Lembro até hoje de sua face transfigurada. E de seu gestual típico. O jeito como ele usava as mãos em concha, retorcendo-as como um epilético, modulando-as no ar, sempre trêmulas. O jeito como ele costumava jogar o peso e a coluna pra trás, apoiando-se na perna esquerda, como fazem os astros de rock no palco. Porque João Rotto nunca saia do palco. A vida dele sempre foi um grande show de punk rock.
Tem também o jeito insano como ele sorria, como se não estivesse entre nós, mas dentro das próprias ideias. Um excêntrico. Um cara que sempre soava estranho, como se fosse alguém que ainda não entendeu a dinâmica do mundo. Alguém sincero demais pra ser considerado são.
Finalmente, tinha o jeito como ele olhava fixamente para um ponto, fazendo seus olhos injetados parecerem de vidro. Era assim que ele falava quando estava excitado por uma ideia, e foi quase assim que ele falou quando pronunciou a fatídica frase:
“Um de nós tem que morrer!”

PLANO G: Rock’N’Fire, por Devana Babu de São Sebastião-DF

Posted: quinta-feira, 8 de julho de 2010 by Som da Tribo in Marcadores:
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No mundo do rock independente, as coisas nunca acontecem conforme o planejado. Mas, às vezes, isso beira o absurdo.
Coisas que só acontecem no Vale Não Tão Distante de São Sebastião.
Havia uma data: Dia 03 de Junho de 2010. Sabíamos que essa seria uma data especial. A data de um show de rock. Mas não sabíamos exatamente quanto, nem como.
No princípio era o PLANO A. E o PLANO A era belo e repleto de sonhos grandiosos. A glória estaria por vir. Havia uma grande estrutura em vista, uma estrutura grande e profissional. Havia dinheiro para pagar as bandas locais e contratar bandas alienígenas de peso. Havia grana para pagar o melhor mesário de rock do Distrito Federal. Havia dois dias de evento ininterruptos e, assim sendo, havia um mega acampamento entre eles. Havia motocicletas. Havia cinema. Havia esportes. Havia tudo o que poderíamos sonhar. Tudo indicava que Woodstock estaria vivo uma vez mais em nosso corações.