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Patrimônio Cultural e Turismo será tema de videoconferência

Posted: domingo, 12 de setembro de 2010 by Plácido O. Mendes in Marcadores:
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Em Vitória da Conquista a Videoconferência será realizada no auditório Iat do Colégio Modelo. Contamos com a sua valiosa presença. A Secult garante a entrega dos certificados de participação.
Atenciosamente,
Patrícia Moreira
Representante da Secretaria de Cultura – Vitória da Conquista
Superintendência de Cultura - SUDECULT
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia - SECULT
(77) 8842 4535 (77)9120 1920 (77)34244735
patricia.santos@cultura.ba.gov.br
http://www.cultura.ba.gov.br/
http://blogterritoriocultural.blogspot.com/

Dia 13 de setembro o público poderá participar de debate que conta com a participação dos secretários de cultura e turismo de Paraty e Cachoeira, do professor universitário Marcus Alban e do diretor do IPAC, Frederico Mendonça.
Patrimônio Cultural e Turismo será o tema do próximo debate da série de videoconferências que faz parte do Programa de Formação e Qualificação em Cultura, promovido pela Superintendência de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado – SecultBA, em parceria com a Secretaria de Educação do Estado – SEC, através do Instituto Anísio Teixeira. Nesta edição que acontece no dia 13 de setembro, das 9h às 12h, o tema será discutido pelo pelo professor Adjunto da Escola de Administração da UFBa e membro do Núcleo de Estudos em Planejamento e Gestão em Cultura – NCTUR, Marcus Alban Suarez; pelo secretário de Turismo e Cultura do município de Paraty (RJ), Amaury Barbosa, pelo secretário de Cultura e Turismo do município de Cachoeira (BA), Lourival Trindade e pelo diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia – IPAC, Frederico Mendonça.

Cultura nas eleições

Posted: domingo, 8 de agosto de 2010 by Distintivo Blue - YouTube in Marcadores:
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Dilema do descaso: os candidatos não têm propostas para a cultura por que as pesquisas não apontam cultura como prioridade? Ou as pesquisas não revelam cultura como prioridade por que a mídia não cobre o assunto? Começou a corrida eleitoral e, para variar, a política cultural continua em segundo plano.

Acabo de dar uma fuçada nos sites dos candidatos que participaram ontem do debate promovido pela Rede Bandeirantes e trago um resumo do que vi:

Dilma Rousseff

No site da candidata petista podemos encontrar inúmeras matérias relacionadas a inaugurações, eventos de lançamento de projetos e programas governamentais, além de material em vídeo produzido pela campanha para discutir o tema com a candidata. Numa dessas entrevistas, ela afirma que o orçamento da cultura chegou a R$ 2,2 bilhões, defende o projeto que revoga a Lei Rouanet, além de ações ainda não implementadas, como o “Vale Cultura” e o “Cinema perto de você”. Não encontrei nenhum documento organizado com diretrizes e ações programáticas concretas. O site abre espaço para a construção do programa.

Marina Silva

O site da candidata do PV à presidência traz diretrizes de “cultura e fortalecimento da diversidade“. No geral, traça uma linha de continuidade programática em relação ao governo atual, reforçando a cultura popular, comunidades indígenas, afrodescendentes, combatendo a discriminação e reforçando os direitos culturais. Marina se compromete a aprovar o Plano Nacional de Cultura e o Procultura (projeto que revoga Lei Rouanet). Fala, ainda, em desenvolver um sistema similar ao do CNPQ para avaliação de projetos. A candidata é quem vai mais longe em sua linha propositiva, com questões organizadas e compromissos assumidos.

José Serra

O tucano, assim como Marina, abre um espaço no site dedicado exclusivamente ao tema. Mas na hora de abordar a cultura, reforça o pensamento neoliberal, enxergando cultura apenas como ativo econômico. Fala de suas realizações, como a Virada Cultural, programa de fomento à dança e promete diversificar o financiamento. Dedica boa parte do site para explorar o potencial econômico da cultura e se diz “apaixonado por cultura”.

Nada encontrei nos sites dos outros candidatos à presidência.


Fonte: Cultura e Mercado

TV Cultura e a falta de transparência

Posted: sábado, 7 de agosto de 2010 by Plácido O. Mendes in Marcadores:
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Por Ale Rocha . 06.08.10 - 18h53

Me contam que o clima é de velório nos corredores da TV Cultura. Funcionários estão inseguros e revoltados, pois acompanham pela imprensa as notícias sobre um provável desmanche da emissora pública paulista.

A raiva e a tristeza tomaram conta do ambiente desde que surgiu a primeira notícia sobre os planos de reestruturação. João Sayad, diretor presidente da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, pretende demitir cerca de 80% dos mais de 1.800 funcionários e extinguir diversas atrações. As informações foram reveladas pelo jornalista Daniel Castro, do portal R7.

Eterna referência de boa programação, a TV Cultura passa por um processo de desconstrução há duas décadas. Administrações desastrosas, conduzidas por dirigentes indicados politicamente, fizeram com que a qualidade deixasse de ser regra para virar exceção. A própria Fundação Padre Anchieta admite isso. Em nota para imprensa divulgada nessa semana, afirmou que a emissora pública paulista “perdeu audiência, qualidade e se tornou cara e ineficiente”.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Sayad anunciou a imediata extinção de dois programas jovens, o “Login” e o “Manos e Minas”. Comentou que o “Vitrine”, tradicional e prestigiada atração sobre os bastidores da mídia, deve sair do ar para reformulação.

O diretor presidente da Fundação Padre Anchieta negou demissão em massa, mas admitiu cortes. “Haverá mudanças nos quadros, isso é certo”, contou. Sayad também revelou que pretende transformar o perfil da emissora pública: de produtora de programas, a TV Cultura se tornará compradora de conteúdo. Adotará, assim, o expediente de muitos canais pagos brasileiros, que encomendam suas atrações de produtoras independentes.

Além de demissões e extinção de programas, há estudos até para a venda de patrimônio. “Eu acho que, numa reformulação, quando a TV for mais ágil e mais moderna, quando nos tornarmos compradores de conteúdo, pode perfeitamente prescindir de um espaço tão grande. Mas não tem nada certo. O terreno lá tem 30 mil metros quadrados de área, com uns 8 mil metros de área construída. Isso é um modelo da TV dos anos 60, que hoje pode ser menor e mais eficiente. Mas é um projeto a longo prazo”, declarou ao jornal O Estado de S. Paulo.

Não são apenas as medidas radicais propostas por Sayad que chocam aqueles que prezam a programação da qualidade e até mesmo a boa utilização de recursos públicos – do orçamento anual de R$ 230 milhões, parte (R$ 70 milhões) é bancada pelo contribuinte.

O mais estarrecedor é observar a falta de cuidado com a TV Cultura. Ao admitir que a emissora se tornou cara e ineficiente, a Fundação Padre Anchieta passa recibo de incompetência. Mostra que o governo do estado de São Paulo, responsável por indicar os dirigentes da organização, é incapaz de gerir uma emissora pública.

Não quero aqui ingressar em uma discussão político-partidária. Ela até se faz necessária. Porém, neste momento em que a TV Cultura sangra lentamente, é mais urgente que a administração da Fundação Padre Anchieta venha a público com um diagnóstico sobre os problemas encontrados.

De nada adianta evitar a transparência no processo de reestruturação. Passar a tesoura sem estudar alternativas para a geração de receitas, evitar o assunto entre os funcionários e retirar textos do ombudsman do site demonstram falta de compromisso público. Que a TV Cultura sobreviverá a todo esse processo, não tenho dúvidas. Porém, sem transparência, restam suspeitas sobre a motivação de tantas mudanças. Será apenas desejo de equilíbrio nas contas ou falta de interesse estatal, já que a emissora não serve como instrumento de propaganda política?

O ABC de quem não sabe viver sem rock

Posted: terça-feira, 13 de julho de 2010 by Distintivo Blue - YouTube in Marcadores:
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Nesse curioso dia de efeméride do ROCK (considerar que existem, dentre os vários tipos de, digamos, opositores, os que acreditam que todo dia é dia de rock), proponho lúdico exercício: elaboração de álbum com instantâneos fundamentais, rasante coletivo no abecedário pessoal dos “bons sons” através de uma seleção de momentos transformadores. Transcendentes. Ou simplesmente divertidos.

Recorte em alta velocidade com verbetes despachados de primeira, sem muito tempo para pensar. Amanhã pode ser uma outra lista.Para efeitos desse dia 13, vale o escrito.

A – Alice Cooper e o disco Muscle of Love. Num artigo para a cultuada revista General, “decidi” que o primeiro disco da coleção foi esse, de 73 – um ano antes da apresentação do músico em terras brasileiras. Não fui – tinha 10 anos! – mas ganhei o disco e… nada mais foi como antes.

Alice Cooper foi o primeiro disco da coleção e Elvis foi o primeiro ídolo

B – Blondie e o bolachão Wet Lips and Shapely Hips – bootleg duplo de show no Hammersmith Odeon, em 81, com Robert Fripp nas guitarras de “Heroes”, do Bowie. Meu primeiro pirata, comprado na mítica loja Punk Rock do centro de SP.

C – (A) Cor do Som, no parque do Ibirapuera (SP), abril de 1980. Meu primeiro grande evento de rock, meu primeiro woodstock pessoal. Esperavam 4 mil pessoas. Dizem que éramos 60 mil! Muita confusão, polícia, cheiro de mato queimado, futebol coletivo improvisado, gente caindo das árvores… E o rock tropical-progressivo correndo solto pelo parque.

D – Diamanda Galás, dona da Voz, seus discos, suas intensas apresentações ao vivo, a alegria desmedida de tê-la entrevistado longamente e a incontornável tristeza de ter perdido o material dessa entrevista antes que ela fosse ao ar e/ou pudesse ter sido gravada como arquivo – só para piorar, até tenho minha teoria de quem foi o vacilão que apagou a fita… (ps: sobraram apenas algumas fotos)

E – Elvis é Elvis é Elvis. Primeiro ídolo, poster na parede, diversão com os filmes (Saudades de um pracinha!) e muitas emoções com os discos – comecei pelo final, pela sua fase anos 70. Basicamente furei o duplo Aloha from Hawaii.

F – Festivais e mais festivais: uma galáxia de sons e figuras, flashbacks e impressões, marcas indeléveis. Cada pequeno retrato, uma grande história. Só uma palavra: Juntatribo.

G – Greek Theatre, Berkeley, California. Churrasco de 4 de julho (93) com Basehead, Firehose, Stone Temple Pilots (com o pai de Scott Weiland na plateia) e os espetaculares Butthole Surfers. Segundo o texano do cachimbo colorido sentado à minha frente, dos 20 e tantos shows que ele já tinha visto dos conterrâneos, aquele era o melhor.

H – Hex Enduction Hour, The Fall safra 82. Nesse capítulo da incrível (e em pleno andamento) saga da banda de Manchester, encontramos nossos anti-heróis na Islândia – trata-se de registro do tipo fundamental na discografia do grupo de Mark Smith e provocou estragos estéticos irreparáveis na cena islandesa.

Cartaz do Churrasco de 4 de julho com Basehead, Firehose e Stone Temple Pilots

I – Indians in Moscow no Upstairs at Eric’s. Nesse clube instalado no último andar de um estacionamento vertical da cidade litorânea de Bournemouth conferi, no ano de 84, meus primeiros shows ingleses. O da banda de Adele Nozedar, do hit da galinha do sexo trocado, foi o segundo. Entrei até para o fã-clube…

J – Joe Strummer. Tirei uma foto com a lenda gente fina no backstage de um festivalzão no começo do milênio. Não tenho. Porque quem tirou NUNCA ME DEU uma cópia.

K – Kraftwerk e o cassete de Radioactivity. Fui de skate comprar o meu, num supermercado da Pompéia, depois de pirar nos sons estranhos que emanavam da casa vizinha – ocupada por uns caras da pesada para uma festa idem. O som era tão incrível que tomei coragem, subi no muro e perguntei o que era aquilo? Um sujeito simpático me mostrou o cassete e disse onde encontrar. Obrigado mais uma vez.

L – (The) Last Waltz, Scorsese e The Band: possivelmente o filme de show mais legal já feito. Simples assim.

M – Metamorfose Ambulante. Raul Seixas. Foi duro dar adeus ao maluco beleza naqueles ultimos shows com o Marcelo Nova. Mas foi de uma alegria transbordante cantar com a galera as musicas enquanto Raul meio que olhava emocionado…

N – Nick Cave & Nick Drake.

O – Ocean of Sound, de David Toop, um dos livros de “bons sons” mais legais da divisão sônica da biblioteca – o cara é um daqueles craques que provocam até uma certa aflição. Erudição e piração nas boas medidas. A salvação pela palavra – pela crítica musical, acredite se quiser.

P – Pânico em SP e Pretobrás. Clemente e Itamar. Cronistas viscerais e seus títulos fundamentais para a boa, real sacação de uma certa São Paulo brasileira de todos nós.

Q – Queen no Estádio do Morumbi, março de 1981. Ainda tenho a camiseta do show (promoção da Rádio Cidade, que transmitiu ao vivo). E o ingresso. E as revistas de época (nacionais e gringas) com fotos da visita brasileira. E a gravação, claro.

R – Rádio, o mais legal dos meios para a difusão dos “bons sons”.

S – Sigur Rós e a turma islandesa. Leia o livro(!) e mergulhe de cabeça nessa cena no mínimo surpreendente. O cardápio de especiarias musicais da terra da Björk merece sempre atenção – seja lá qual for sua preferência formal, é bem possível que tenha um islandês fazendo de um jeito estranho, instigante.

T – Third Ear Band e a alegre música do cosmos. A cultuada e algo obscura banda parapsicodélica inglesa foi uma das entrevistadas no meu antigo programa de rádio Rock Report (89fm) – entrevistas depois reunidas em livro. O saudoso Glen Sweeney foi o único a me mandar um cartão postal de agradecimento pela entrevista um tempinho depois.

U – Unsane e Neurosis ao vivo no Great American Music Hall de São Francisco. Outubro de 1993. Balada de aniversário da etiqueta Alternative Tentacles, do sr. Jello Biafra. Basicamente insano!

Zappa porque MUSIC IS THE BEST e a voz de Diamanda Galás

V – Virgin Prunes e Gavin Friday. O lado B da turma do Bono.

W – Wander Wildner e Replicantes. A tentação de chamar o Wander de o nosso… sei lá, Shane Macgowan ou algo parecido é até grande, mas significa também não sacar direito qual é a do nosso bardo rocka’n’rollero. Para consumir, sem moderação, nas intensas baladas ao vivo ou na solidão do quarto escuro.

Y – Young Gods e como uma das bandas mais poderosas de todos os tempos é meio brasileira. Um salve ao mais verde e amarelo dos suiços, Franz Treichler, e sua enxuta guerrilha de desconstrutores, remodeladores de certa canção bluseira.

Z – Zappa. Porque MUSIC IS THE BEST.

O X tá aqui, como variável dessa equação sônico-existencial, como X da questão: tem a ver com o envolvimento de cada um com esse tal de rock. É medida individual e intransferível. Ninguém tasca. Vale para aquele que acha que o rock morreu e para aquele que não sabe o que é viver sem ele. Tem um mundo aí no meio.


Por Fabio Massari

Do Impresso ao Digital

Posted: domingo, 27 de junho de 2010 by Distintivo Blue - YouTube in Marcadores:
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Apresentado em 2009, o trabalho de conclusão de pós-graduação em Gestão de Projetos Culturais e Organização de Eventos de Vivian Correa busca fazer o estudo através dos próprios meios de comunicação, neste caso especificamente do blog Cultura e Mercado, com finalidade de evidenciar a percepção de como este meio é afetado por novos padrões e estratégias de comunicação ao mesmo tempo em que serve como disseminador desta outra ordem de mídia e cultura.
No primeiro momento, a autora nos traz diversas questões sobre o que o jornalismo impresso significa hoje e o papel do blog em busca de uma nova linguagem, novos modelos de produção e divulgação de conteúdos. Podemos nitidamente perceber uma espécie de convergência da mídia por efeito de redes, computadores e das novas realidades das comunicações.
O impresso enfrenta hoje uma acirrada concorrência de diversos outros meios. Nos blogs, os autores encontraram uma forma não apenas mais viável de comunicação, mas também de desenvolver algumas potencialidades e interatividades que permaneciam restritas no suporte papel.
No texto, Vivian cita a importância do filósofo francês Pierre Lévy sobre o desenvolvimento do estudo sobre a questão do virtual e da virtualização em sua obra: O que é o Virtual?, o qual juntamente com o artigo de Manuel Castells “Internet e sociedade em rede” nos serviu de base para o entendimento da construção do processo feito pelos seres humanos de apropriação do digital.
A autora conduz o estudo em direção ao debate acerca do jornalismo colaborativo, cuja prática acaba possibilitando uma maior liberdade na produção de veiculação de notícias, tendo em vista as diversas formações e experiências dos colaboradores.