"O Rappa não acabou. Se isso fosse verdade, eu estaria falando da minha carreira solo e não do Loucomotivos", decreta Falcão em papo exclusivo com O DIA no camarim da Marina da Glória, antes do show de sua outra banda, que sobe hoje no mesmo palco depois do jogo entre Brasil e Chile pela Copa do Mundo.
"Se fosse para acabar, O Rappa já teria acabado com a saída do (Marcelo) Yuka, com a morte do (produtor) Tom Capone ou quando rolaram coisas esquisitas com a gravadora", diz Falcão.
Entre essas 'coisas esquisitas', o cantor enumera o veto da Warner à sua participação no DVD que o Skank gravou no estádio do Mineirão, no último dia 19: "Amo o Samuca (Samuel Rosa), mas expliquei que rolou esse problema com a gravadora, que ficou bolada porque eu participei em um DVD com a banda Ultramen sem avisar".
O ressentimento pode gerar o fim do casamento de 16 anos entre O Rappa e a Warner. "Teve também alguns discos que não foram bem trabalhados. Ainda devemos um CD a eles, que deverá ser o último. Como o contrato está para acabar, já tem um monte de gente nos procurando para conversar", revela.
Falcão garante que está apenas curtindo um ano de férias. "Vou lançar um CD e DVD do Loucomotivos, gravado no Circo Voador e em um grande show que fizemos esta semana na Praia de Jericoacoara, no Ceará. E vejo uma volta gigante do Rappa para o ano que vem!", antecipa.
Ao vivo na Rocinha
O novo DVD, gravado ao vivo em uma garagem de ônibus na Rocinha, resume a turnê 7 Vezes, última do grupo até agora.
O repertório vai dos sucessos Minha Alma, Lado B Lado A e Vapor Baratoaté músicas mais recentes, como Súplica Cearense e Monstro Invisível. No palco, o grupo é flagrado no auge do entrosamento e com um grande entusiasmo de estar ali, fazendo aquele show, naquele cenário.
"Chegou a hora de mostrar a Rocinha como ela merecia. Foi uma coisa histórica", define Falcão, que negociou com a associação de moradores do bairro para realizar o sonho. "Queria que filmassem lá de cima, de helicóptero, coisa que acabou rolando".
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