Aos 61, Ozzy ainda dá seus gritos em novo disco - veja lançamentos

Posted: segunda-feira, 12 de julho de 2010 by Distintivo Blue - YouTube in Marcadores:
0

Do G1, em São Paulo

Ozzy Osbourne -
Ozzy Osbourne - "Scream" (Foto: Divulgação /
Universal)

OZZY OSBOURNE - "SCREAM"

Aos 61 anos de idade, mais de 40 deles dedicados ao rock, e com a saúde debilitada por pelo menos uns 20 de abuso de álcool e drogas, Ozzy Osbourne ainda encontra energia para dar seus gritos.

"Scream", décimo álbum de estúdio em carreira solo desde sua saída do Black Sabbath em 1977, traz o cantor e compositor em boa forma em faixas como "Diggin me down", "Crucify" e na sugestiva "I want it more". A bronca com o cristianismo e as críticas sociais ainda estão aqui e acolá, mas é nitidamente o (passar do) tempo que ocupa os pensamentos de Ozzy, permeia a maior parte dos versos do disco e tem até uma faixa dedicada a ele, "Time" - "pare de correr em direção ao futuro / comece a viver o presente (...) porque a morte é o preço que todos temos de pagar", reflete.

Seu principal pecado, porém, é cercar-se de uma gangue bem mais nova de músicos e produtores. Na tentativa de soar contemporâneo, em faixas como "Let it die", "Soul sucker" e "Fearless", o "grito" de Ozzy se perde no mar de obviedades que embrulhou parte do mau metal produzido na última década. (DIEGO ASSIS)


Green Day - 'American idiot - The musical'
Green Day - 'American idiot - The musical' (Foto:
Divulgação / Warner)

GREEN DAY - 'AMERICAN IDIOT - THE MUSICAL'

“American idiot” foi uma reviravolta na carreira do Green Day. Lançado em 2004, o sétimo álbum do grupo, em forma de ópera rock, fazia uma crítica à sociedade americana e ao governo Bush. Ao mesmo tempo em que se mostrou politizado, agradando à crítica, o CD foi um sucesso comercial, embalado por hits como “American idiot” e “Boulevard of broken dreams”.

O trabalho virou recentemente um musical da Broadway, cuja trilha sonora já está à venda no Brasil. O CD duplo tem 22 músicas e inclui canções do disco “21st century breakdown”. O resultado lembra um “best of” do Green Day: as melodias são idênticas às originais, com exceção da ótima “21 guns”, que tem coral feminino e arranjos grandiosos.

O próprio protagonista do musical tem timbre semelhante ao de Billie Joel Amstrong – mas com dicção e afinação superiores. Parece até um Green Day adaptado para cursinhos de inglês. (GUSTAVO MILLER)


Rob Zombie - 'Hellbilly deluxe 2'
Rob Zombie - 'Hellbilly deluxe 2' (Foto: Divulgação /
Roadrunner)

ROB ZOMBIE - "HELLBILLY DELUXE 2"

Discípulo assumido de Ozzy Osbourne, Rob Zombie tem a seu favor o fato de ser levado um pouco menos a sério do que o autodeclarado Príncipe das Trevas. Mentor do White Zombie, banda cult do metal alternativo dos anos 90, e diretor de filmes de terror como o remake do clássico "Halloween", sua inspiração vem não só dos "shock rockers" do passado como Ozzy ou Alice Cooper mas principalmente dos filmes B da década de 50.

Como o sangue, as cicatrizes e o os pontos na testa de Rob Zombie, sua música não é nem se pretende ser 100% original. Trata-se de uma mistureba de metal, hard rock, garage e surf music que, se não é lá muito diferente dos trabalhos anteriores de Rob, vale pelo encarte com jeitão de histórias em quadrinhos e pelos títulos hilários e "provocativos" como "Jesus Frankenstein", "Virgin witch", "Mars needs women" e duas faixas sobre lobisomens, "Werewolf, baby!" e "Werewolf women on the SS". Escutai e tremei, fãs de "Crepúsculo"! (DA)


Björk e Dirty Projectors - 'Mount Wittenberg orca'
Björk e Dirty Projectors - 'Mount Wittenberg orca'
(Foto: Divulgação)

BJÖRK E DIRTY PROJECTORS – MOUNT WITTENBERG ORCA

Este EP beneficente, baseado em um show também beneficente realizado em maio de 2009, reúne dois dos maiores nomes da música pop experimental em atividade: a musa islandesa Björk e o grupo novaiorquino Dirty Projectors. Lançado apenas no formato digital, o disco pode ser comprado no site oficial da banda, e toda a sua renda será destinada à entidades que lutam pela preservação dos oceanos.

Dave Longstreth, líder e principal compositor do Dirty Projectors, conta que teve a ideia do disco após a vocalista Amber Coffman contar uma história sobre ter avistado um grupo de baleias na costa da Califórnia quando visitava o Mount Wittenberg, ao norte de São Francisco. Ele então compôs as faixas pensando em Björk como a baleia mãe, as três cantoras do Dirty Projectors como suas filhas e ele mesmo fazendo a voz de Amber durante o avistamento.

O resultado é um disco com a cara dos trabalhos recentes de Longstreth, com camadas de vozes intercaladas com um instrumental complexo e um ritmo alquebrado. Abrindo apenas com voz e um drone de guitarra em “Ocean”, o EP vai evoluindo, passando pela impressionante “When the world comes to na end” e encerrando na linda “All we are”. A voz de Björk brilha em momentos como “Sharing orb”, mas ao mesmo tempo está completamente integrada às outras, como em “No embrace”. (AMAURI STAMBOROSKI JR.)

0 comentários:

Deixe seu comentário no espaço abaixo. Caso não queira fazer login, não esqueça de colocar seu nome no final.