Moska divide dois lados do mesmo disco Novo álbum traz CDs de conceitos distintos
Depois de seis anos sem um trabalho de inéditas, o cantor-compositor-apresentador-fotógrafo-pensador Moska lança o box Muito pouco, pela Biscoito Fino. Somando dois discos (também vendidos individualmente), o trabalho autoral reúne inéditas e composições já gravadas por cantoras como Maria Rita, Maria Bethânia, Mart'nália e Zélia Duncan.Nesse hiato entre os CDs Tudo novo de novo e Muito pouco, Moska lançou criativo DVD ao vivo, mergulhou ainda mais fundo na série de fotografias através do tijolo de vidro e experimentou a TV. No programa Zoombido (Canal Brasil), recebe colegas e investiga seus processos criativos. Já veterano na grade do canal, volta com os dois discos que formam o novo álbum.
Depois de seis anos sem um trabalho de inéditas, o cantor-compositor-apresentador-fotógrafo-pensador Moska lança o box Muito pouco, pela Biscoito Fino. Somando dois discos (também vendidos individualmente), o trabalho autoral reúne inéditas e composições já gravadas por cantoras como Maria Rita, Maria Bethânia, Mart'nália e Zélia Duncan.Nesse hiato entre os CDs Tudo novo de novo e Muito pouco, Moska lançou criativo DVD ao vivo, mergulhou ainda mais fundo na série de fotografias através do tijolo de vidro e experimentou a TV. No programa Zoombido (Canal Brasil), recebe colegas e investiga seus processos criativos. Já veterano na grade do canal, volta com os dois discos que formam o novo álbum.
A divisão não é feita por excesso de músicas e nem de tempo, a opção por dois álbuns é conceitual. Em Muito Moska mostra nove músicas com arranjos mais expansivos, som de banda. Já em Pouco o cantor optou por uma seleção mais intimista. Um olha para fora e outro para dentro. Claro que Muito sai em vantagem imediata enquanto Pouco merece mais cuidado e atenção. Mas os dois, com 9 faixas cada, somam o mesmo trabalho, como se tivesse dividido entre lado A e B em um antigo (ou novo?) vinil.
A arte de Moska sempre instiga. Imagens, palavras e idéias são encadeadas com resultado sempre fora do lugar-comum. A poesia pop brinca com a língua no rock Devagar, divagar ou de vagar?, música que abre Muito, disco que tem um grito na capa. "Se ainda não cheguei / É porque gosto de parar / Em cada esquina devagar (divagar ou de vagar?)", cutuca já no primeiro refrão.O disco segue com nova leitura para Muito pouco, destaque no último DVD e no segundo CD de Maria Rita. De volta ao autor a música ganhou acompanhamento do incrível grupo argentino/uruguaio Bajofondo Tango Club. Conhecido no Brasil pelo moderno tango de abertura da novela A favorita, o grupo volta a dialogar com a música de Moska na balada Ainda. As instigantes contradições estão em todo álbum. Em Muito Moska fechja o disco com uma música chamada Antes de começar: "Eu sei / Que não há o que se possa mudar / Quando um dia termina / Antes de começar".
Segue outro clima para Pouco, disco de economia, silêncios e introspecção. Sem bateria, apenas alguma percussão. Na capa Moska, de costas, contempla o mar. O ambiente revela composições com Zélia Duncan em O tom do amor, Sinto encanto e Não, as duas últimas já gravadas pela parceira. Também já conhecida é Saudade, parceria com Chico César lançada por Maria Bethânia, aqui encerrando o lado intimista do álbum em um dueto com o parceiro. O álbum também traz a voz de Maria Gadú em Oh my love, my love, de Kevin Joahansen. O artista argentino/americano ainda assina parceria com Moska em Wainting for the sun to shine com letra em português, inglês e espanhol.
As viagens musicais de Moska fazem sentido separadas: Muito e Pouco. Mas funcionam melhor juntas, a compreensão do trabalho Muito pouco em suas aparentes contradições, cutucando idéias e conceitos. O Moska de muito e o Moska de pouco juntos em um box de boas canções.







esse texto nao é original do site www.ziriguidum.com? Nao devia estar com a fonte e os creditos mencionados?